Os jovens repórteres do Agora Nós entrevistaram a diretora do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite. Dão-nos, agora, a conhecer a sua visão de escola, a sua motivação e as perspetivas quanto ao futuro do nosso Agrupamento.

 

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1. Por que decidiu ser professora? E que disciplina leciona?

Decidi ser professora porque sempre quis ter a melhor profissão do mundo. Após todos estes anos, continuo a considerar que ser professor é um privilégio que nos permite viver em contacto permanente com crianças e jovens, contribuir para a sua formação e, consequentemente, para a construção da sociedade. Ser professora mantém-me constantemente atualizada e com espírito jovem, isto para não falar nos laços e amizades que se criam para toda a vida. Embora tenha qualificação profissional para lecionar Português e Inglês, optei pela disciplina de Inglês.

2. Há quanto tempo está nesta escola?entrevista nov 2

Desde o ano letivo 1999-2000, ou seja, há 22 anos.

3. Por que é que decidiu candidatar-se a diretora da escola?

Decidi candidatar-me a diretora deste Agrupamento, e só deste, porque considerei que, a título pessoal e profissional, estavam reunidas as condições para que isso acontecesse. Tinha feito, antes, parte de 3 equipas diretivas ao longo de 15 anos, e fiz formação especializada para o efeito. Por isso, senti que era chegada a hora de tentar esta nova missão – ser Diretora do AESL - e de contribuir, da melhor forma possível, para a vida daquele que considero ser o meu Agrupamento.

4. O que sentiu quando foi eleita para diretora e qual foi a sensação de entrar na escola como diretora?

Quando fui eleita, senti um misto de emoções: por um lado, a satisfação pelo resultado me ter sido favorável e de este possibilitar a implementação do meu projeto e, por outro, a enorme responsabilidade que é gerir um Agrupamento de escolas tão especial e com tanta diversidade, quer no que diz respeito aos alunos, quer à própria oferta formativa e a toda a sua dinâmica tão sui generis.

5. Qual foi a primeira coisa que fez quando entrou na escola sendo diretora da mesma?

Tomei posse no dia 15 de julho o que, para a preparação e arranque do ano letivo seguinte, é já bastante tarde. Assim, a primeira coisa que fiz, nesse mesmo dia, às 8h30, foi sentar-me ao computador com a minha equipa para concluir processos de matrícula e proceder à constituição de turmas. Só depois é que houve tempo para as reuniões habituais de apresentação e de distribuição de serviço.

6. Como é que escolheu os outros elementos da Direção?

A escolha foi relativamente fácil. Já trabalhava, em estreita colaboração, há vários anos, com a subdiretora, Raquel Moreira, e conheço bem a sua capacidade de trabalho e paixão ao Agrupamento. A adjunta para a educação pré-escolar e 1.ºciclo, Mirna Bernardo, foi convidada pelas mesmas razões e também pelo reconhecimento do seu trabalho nessas áreas, nos últimos anos. Quanto às adjuntas, Diana Pádua, para o ensino secundário, e Maria João Oliveira, para o ensino básico, 2.º e 3.º ciclo, embora nunca tivesse trabalhado com as colegas, de forma tão direta, como no caso das anteriores, a escolha deveu-se ao reconhecimento das suas qualidades para exercer o cargo e, também, à dedicação e carinho pelo Agrupamento. Fiquei muito feliz por todas terem aceitado o repto e julgo que fiz uma excelente escolha.

7. Que tipo de relações espera estabelecer com alunos, professores, funcionários e encarregados de educação?

As melhores possíveis. Relações de amizade e de respeito. Todos sabem que estarei cá para ajudar em tudo o que for possível com vista ao sucesso educativo dos meus alunos, mas também ao bem-estar de toda a comunidade educativa. Gostava que todos se sentissem bem no Agrupamento e que se deslocassem, diariamente, para aquela que espero que seja, sempre, a sua segunda casa, com o sentido de dever, mas também com entusiasmo e alegria.

8. Que iniciativa vai tomar para a evolução e melhoria do Agrupamento?

O nosso Agrupamento é, sem dúvida, excelente, porque aposta não só na integração de todos, mas também no facto de o querer fazer com qualidade.entrevista nov 3 Para isso, torna-se necessário incentivar, em simultâneo, a aprendizagem de conhecimentos e de outras competências que permitam uma formação completa dos nossos alunos e que lhes permita singrar num contexto tão adverso e desafiante como aquele em que vivemos. A formação que eu defendo é uma com “perfil de base humanista”, “centrado na pessoa e na dignidade humana”, que possa perpetuar os valores do respeito pelos outros, da justiça, da educação, da solidariedade, da liberdade, da transparência, da democraticidade e da pluralidade participativa, na sociedade em que os alunos se inserem, preparando-se para os desafios e as imprevisibilidades do século XXI.

9. O que espera de nós, todos os que frequentamos a escola, para a ajudar no seu cargo?

Essa questão deixa-me emocionada. Só o facto de ma colocarem significa que têm vontade de me ajudar. É quanto me basta. Contudo, acrescento que agradeço que estejam presentes nas mais diversas iniciativas e projetos que o Agrupamento promove e ou abraça, que se envolvam e participem, ativamente, na reformulação dos documentos que estruturam o nosso Agrupamento, como sejam o Projeto Educativo e o Regulamento Interno, que estejam atentos nas aulas e que escutem os vossos professores que desejam muito o vosso sucesso a vários níveis.

10. Tem já iniciativas previstas para desenvolver com os alunos?

Sim. Estamos a desenhar um projeto que pretende envolver todos os alunos do Agrupamento – uma Assembleia Geral de Alunos -, com vista a incentivar todos à participação consciente e plena na vida do Agrupamento. Com esta iniciativa, pretende-se desenvolver, nas crianças e jovens, capacidades de análise, diálogo e comunicação, de uma forma democrática, contribuindo, deste modo, para a construção e a mudança da vida académica/escolar. Procurarei orientar-me pelos princípios de democraticidade e representatividade e de participação comunitária, neste caso, escutando, ativa e efetivamente, a voz dos alunos e procurando dar cumprimento às suas vontades.

11. Qual o peso de ser diretora de um Agrupamento tão grande como o nosso?

Ser diretora de um Agrupamento como o nosso é de uma enorme responsabilidade, uma vez que me obriga a estar sempre alerta e atenta a tudo o que se passa e a todos, porque pretendo, sobretudo, garantir o bem-estar e a segurança de toda a comunidade. Além disso, não importa tanto o quão grande é o nosso Agrupamento, mas a sua grandeza, contribuindo, sobremaneira, para o seu crescimento, a cada dia…

12. Que mensagem deseja deixar à escola?

A mensagem com a qual gostaria de iniciar o meu mandato e, neste caso, de terminar esta entrevista é a de que todos, sem exceção, podem contar com o meu apoio incondicional no que concerne à promoção da equidade, à qualidade das aprendizagens dos nossos alunos e, igualmente, à garantia do bem-estar de toda a comunidade escolar. O AESL estará, sempre, em primeiro lugar em todas as decisões que tomarei. Acredito na tradição patente na qualidade do nosso Agrupamento na educação pré-escolar, nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos, no ensino Científico-Humanístico, no Ensino Profissional e na educação para adultos, nunca descurando o caminho da inovação. Pretendo que continuemos fortes nas áreas específicas das Artes, da Eletrónica e Automação, das Ciências Informáticas, assim como das Ciências e Tecnologias e das Ciências Económicas. Creio, igualmente, que as novas instalações proporcionarão, certamente, melhores condições de trabalho, para todos, complementando o investimento humano. Almejo excelentes resultados nas aprendizagens e, sobretudo, continuar a orgulhar-me muito do nosso trabalho no que diz respeito à inclusão e integração de todos os que nos procuram, pois as nossas portas estarão, como sempre, abertas a todos os que desejam aprender, proporcionando-lhes novos horizontes que, peculiarmente, caracterizam o AESL.


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