As redes sociais são uma parte integrante do quotidiano dos adolescentes. Muitas vezes, é nestas redes sociais que estes se expressam, comunicam, exploram, construindo uma identidade virtual que pode, ou não, retratar a sua realidade. Os perfis da maioria dos utilizadores são de jovens entre os 16 a 24 anos e são estes os que correm um maior risco de cair na dependência, por três motivos fundamentais: a sua tendência para a impulsividade, a necessidade de terem uma ampla influência social e de reafirmarem a sua identidade no grupo.Diversos especialistas alertam que o uso das redes sociais — incluindo aplicações de mensagens instantâneas - pode ser viciante. As suas consequências são idênticas às de qualquer outra dependência: ansiedade, falta de autocontrolo, baixa autoestima, insatisfação pessoal, depressão ou hiperatividade, isolamento, distanciamento da vida real e das relações familiares, entre outras. Os jovens acabam por se perderem de si próprios!As plataformas digitais podem expor os adolescentes a conteúdos inadequados, as fake news ou a contacto com desconhecidos, o que exige uma maior vigilância e diálogo aberto com os pais ou educadores. Nas redes sociais, são praticados, igualmente, atos de ódio, designados por cyberbulliyng, que podem levar os jovens ao próprio suicídio. Por isso, é importante que os jovens se sintam seguros para pedirem ajuda, em caso de necessidade.Existem algumas práticas simples que são muito eficientes e que poderão evitar o uso excessivo das redes sociais. Entre as mais eficientes, enumeram-se:- Estabelecer um tempo mínimo de 15 minutos entre conexões;- Desativar as notificações automáticas;- Ativar o modo sem som do telemóvel e não o utilizar, nem como relógio, nem como despertador, para evitar a tentação;- Estabelecer um tempo mínimo, por dia, para o desenvolvimento de atividades totalmente desconectadas — como praticar um desporto, ler ou ouvir música. As redes sociais mais utilizadas por todo o mundoAtualmente, em cada país é possível encontrar uma preferência relativamente às redes sociais, contudo, mundialmente, estas são as mais utilizadas: Facebook, Instagram, Youtube, Whatsapp, TikTok, WeChat, Telegram, Snapchat, Douylin (https://www.iberdrola.com/documents/20125/4732191/adiccion-redes-sociales-746-PT.pdf/f9327a34-d0b1-c946-3ea9-b79d9de831e7?t=1731678111025).
Impacto na concentração
Estudos na área da Neuropsicologia indicam que a exposição prolongada a dispositivos digitais pode levar a um défice de atenção, a dificuldades de memória, a alterações emocionais e a dependência comportamental. Além disso, o constante fluxo de informação e notificações altera a forma como o cérebro processa os estímulos, podendo comprometer a concentração e a capacidade de aprendizagem.
A utilização intensa das redes sociais, sobretudo à noite, também tem sido associada a dificuldades em adormecer, a uma menor qualidade de sono e a alterações de humor, afetando, assim, a concentração dos jovens, já que o sono colabora na concentração diária.

Daniela Alves Castro
(Clube dos Jovens Repórteres)