No passado dia 20 de janeiro de 2020, chegou, como vem sendo habitual no «Parlamento dos Jovens», o momento de todos os candidatos a deputados escolares, no nosso Agrupamento, contactarem “in loco” com um Deputado da Assembleia da República.
Desta vez, Moisés Ferreira foi o escolhido pela AR para visitar a terra que o viu nascer e onde adquiriu, desde cedo, o gosto pela intervenção política. Desde adolescente que se debateu na defesa dos seus ideais, tendo-se, apenas com 19 anos, candidatado à Câmara Municipal de S. João da Madeira, nas eleições autárquicas de 2005!


Dez horas e trinta minutos marcava o relógio, quando a sessão teve início. Para a introdução a este acontecimento tão marcante na nossa vida escolar, a ilustre assembleia presente no auditório do CMI escutou as boas-vindas do aluno representante da Comissão Eleitoral do projeto, Afonso Castro, do 12.ºB. Posteriormente, a docente adjunta da Direção do Agrupamento, professora Cristina Tavares, deu continuidade a esta introdução, desejando a todos um ótimo trabalho e relembrando algumas conquistas que a nossa escola já conseguiu, a vários níveis, no projeto do dia.
Já com os deputados serafinenses “em pulgas”, a fim de questionarem, neste encontro, o representante do Bloco de Esquerda, quer sobre o assunto objeto dos trabalhos deste ano (“Violência domestica e no namoro”), quer sobre o funcionamento da AR ou mesmo sobre as opções pessoais políticas do Dr. Moisés Ferreira, chegava o momento oportuno para, lista a lista, o fazerem.
Este nosso representante nacional começou por elogiar o projeto do «Parlamento dos Jovens» e a adesão tão empenhada e significativa do nosso Agrupamento, referindo que este exercício da cidadania ativa e crítica é fundamental para a consolidação da nossa democracia, estimulando o gosto pela participação cívica e política e incentivando à reflexão e ao debate. Subsequentemente, foi respondendo, de forma clara e concisa, mas bem esclarecedora e realista, a todas as questões colocadas. Salientamos, especificamente, a sua opinião relativamente à questão da violência, referindo que não considera tão importante o aumento das penalizações plasmadas no Código Penal, mas mais o facto de a maior parte das queixas efetuadas pelas vítimas não ser, logo ou mesmo nunca, valorizada, o que conduz, muitas vezes, a resultados desastrosos, culminando até em mortes que poderiam ter sido evitadas. Considera, também, crucial que as situações de violência doméstica cheguem a julgamento e não fiquem pelo caminho devido à falta de formação dos juízes ou até mesmo à cultura machista que, de forma indecorosa, considera normal a subjugação da mulher e, consequentemente, as agressões às mesmas.
Toda a assembleia presente comungou da sua crítica perante situações desta natureza e com vontade de lutar perante este flagelo da sociedade portuguesa, indo ao encontro da mensagem veiculada por alunos da escola (Diana Cardoso, Inês Monteiro, Sofia Paiva, Pedro Aguiar, Ricardo Mendes, Margarida Leal e Samuel Silva) que, de uma forma poética, revelaram versos carregados de denúncia, de dor, de niilismo e de revolta, assim como um rosto magoado que, embora mascarado, demonstrava as feridas bem reais de tantas vítimas (mais de 500 mortes, em 15 anos, e isto em Portugal).
Por fim, num gesto de reconhecimento, a nossa escola preparou uma oferta singular e muito personalizada: um retrato do deputado, em tela de acrílico, desenhado e pintado pela nossa aluna Marta Coelho, do 11º B, do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais.
Foi uma manhã muito produtiva e educativa para as gerações que têm o dever de mudar mentalidades para debelar este mal. Bem-haja a todos!

 

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PJ - Sessão com o deputado Moisés Ferreira

 

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