Os repórteres especiais, Maria Beatriz Vilar, Sara Oliveira e Samuel Silva, do “Agora Nós”, foram ao encontro dos alunos do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite, a fim de conhecerem a opinião destes relativamente à sua viagem àquela que foi considerada, por muitos, a verdadeira Vila Romântica portuguesa.


Após várias perguntas a diversos alunos das diferentes turmas do 11.º ano, nós, os repórteres do “Agora Nós”, iremos levar até si, leitor, tudo o que está por detrás desta viagem.
Descobrimos que, empenhados e madrugadores, são os professores e os alunos desta escola que lecionam e frequentam, respetivamente, a disciplina de Português, uma vez que muitos “tiveram de acordar às quatro da manhã para, às cinco horas e quarenta e cinco minutos, estarem junto ao portão da escola”. A essa hora, começaram a chegar os autocarros e os cerca de 130 alunos que foram distribuídos pelos autocarros turísticos alugados pela escola.
A partida ocorreu por volta das seis horas e dez minutos rumo a Queluz, primeira paragem, para visita e contemplação do Palácio e dos Jardins de Queluz, por parte destes alunos que tiveram ótimas condições climáticas para a prática desta atividade cultural.
Perguntámos aos alunos sobre o que mais os impressionaram, no interior do palácio, e as respostas foram muito díspares, sendo que uns referiram “os belos, magníficos e esplêndidos tetos pintados…”, outros preferiram o “glamour e o brilho dos candeeiros…”, outros, ainda, mencionaram as “porcelanas e todos os pequenos detalhes dos diversos elementos decorativos presentes no edifício.” Atravessando a porta do snack-bar do Palácio de Queluz, os jardins do mesmo foram quase “uma tela pintada” que encheu os visitantes de oxigénio e, muitas vezes, estes não deixaram de mostrar o seu verdadeiro espanto.

Perguntámos aos alunos se consideraram o tempo da visita suficiente e, na opinião dos mesmos, “Só temos umas horas para aproveitar ao máximo, temos de ser rápidos e determinados naquilo que queremos ver, apesar de que gostaríamos de ver tudo com mais calma e com menos stress. Contudo, o tempo dado foi suficiente.”
Após a visita ao Palácio de Queluz, por volta das 11h30, chegava a altura prevista para o merecido almoço que decorreu, como planeado, num jardim público bem próximo do palácio com os alunos a serem tradicionalmente portugueses e a saborearem o seu almoço trazido de casa, orquestrando um piquenique coletivo “à la Serafim”.
Batiam no relógio as 12 badaladas acompanhadas pelos seus 30 minutos, quando os alunos se aprontaram, a fim de partirem para a história vila romântica lusitana, Sintra, cumprindo os mesmos passos de Carlos da Maia, na sua tentativa de encontro com Maria Eduarda, e apreciando todos os locais possíveis.
Assim que os serafinos chegaram, perceberam logo que “Sintra é uma cidade bastante turística na qual não faltam turistas endinheirados”. A “grandiosidade do lugar é maravilhosa” e “Sintra é a Vila Romântica portuguesa!”.
Ao som dos tuc-tuc, dos “pi pi” das buzinas, o Palácio Nacional de Sintra apareceu mesmo à frente dos alunos e as cónicas chaminés saltaram à vista dos mesmos.
A visita a Sintra continuava sob o comando dos professores de Português. Primeiramente, constataram a presença do atual Hotel Tivoli, outrora Nunes, lugar onde Carlos da Maia ficou hospedado na vila.
Seguidamente, uma íngreme e inclinada subida fazia com que os alunos exclamassem, durante grande parte da caminhada, por várias vezes: “ai”! Era o desabafo mais habitual, mas o certo é que estavam (ainda bem!) cada vez mais próximos de Seteais.
Alguns momentos ficaram na memória e chamaram a atenção dos alunos. A “Fonte dos Amores” foi um exemplo que deu para “muitos casais tentarem ter mais sorte que Carlos e Maria.” ou para “tirarem uma foto para atualizar o Instagram e para mostrarem ao mundo que são muito unidos e que estão muito amorosos”.
Também a Quinta da Regaleira teve algum protagonismo, mesmo que apenas tenha sido visitada por fora: “É bastante bonita e, pelo que tenho ouvido falar, devido a este impressionante monumento, estou tentado a convencer os meus pais, para, no verão, virmos visitar Sintra, mais uma vez”.
Finalmente, já com os sete ais ditos (aliás, muitos mais), chegaram a “Seteais”. Um jardim verdejante, mas proibido, encheu os peitos de oxigénio daqueles que vinham cansados e foi, entretanto, tirada uma foto do 11.º ano. Um “clic” para a posteridade. Um dos objetivos era ver o que estava para lá do arco do triunfo. Sem dúvida, um miradouro com uma vista inspiradora para um belo quadro. Com o tempo curto, começaram a descer o miradouro até que, sem pena, aparece a visão do Palácio da Pena, no cimo da Serra de Sintra. E se, para uns, “a natureza causa incómodo e insegurança”, para outros, esta serra é um “local onde a azáfama da capital é esquecida, mesmo estando ali ao lado”.
Desceram em direção ao local de partida e, com tempo, ainda, para um encontro com as típicas recordações e as iguarias românticas. A “Piriquita” foi, por isso, paragem obrigatória para a compra de uns travesseiros e de umas queijadas que são – confessamos – tão deliciosas!
Esperávamo-nos, entretanto, mais uma missão: era a hora do teatro. As opiniões, neste ponto, são controversas. Se, por um lado, houve quem não tenha gostado tanto, outros acharam uma representação bastante atrativa e com uma importância tremenda para a interpretação do romance queirosiano para, futuramente, recordar.
No entanto, como tudo, o que é bom acaba depressa…
A hora de voltar para casinha não foi diferente. Com uma tristeza e com muito romantismo entranhado, partimos daquela que é a vila mais romântica portuguesa.
Pelo nosso entendimento, os alunos apreciaram a visita em geral, uma vez que estava tudo muito bem organizado e, se mais tempo houvesse, melhor seria a ainda.
Estes alunos chegaram em segurança e dentro da hora marcada à escola, tendo tudo corrido como planeado, anteriormente, pelos professores de Português.

Para veres as foros dos vários momentos da visita e os trabalhos realizados pelos alunos, clica nos álbuns seguintes:

11º ano - Palácio de Queluz

11º ano - Visita a Sintra

11º B - Trabalhos "Malas de viagem".

 

Sintra todos

 

queluz