Carlos Marques

A FREIMA não é um filme. É um powerpoint simples e despretensioso, elaborado por dois antigos alunos da Serafim Leite, o Diogo e o Marcelo, e exibido por ocasião das Comemorações do Dia Município de S. João da Madeira, a 11 outubro, nos Paços da Cultura. Os sanjoanenses foram, neste dia, convidados a celebrar a sua história com as escolas do concelho em diversas actividades.


Foi seu propósito evocar as artes e ofícios, a emigração, a história e indústria dos sanjoanenses ao longo dos tempos. Recordando profissões antigas, pretendeu-se demonstrar a sua importância para a memória colectiva vista na sua globalidade e não aquela adstrita apenas aos homens ilustres, aos beneméritos, às entidades reconhecidas em nome e monumento. É que a vida comum se faz quase sempre com dificuldades e sacrifício, em modo anónimo mas não menos pertinente. Se S. João da Madeira é reconhecida pelas suas indústrias de chapelaria e calçado, não podíamos deixar de alertar para outras actividades muitas vezes desconhecidas das gerações mais novas. A mineração e a agricultura estão entre essas actividades e delas procurámos dar conta em algumas poucas fotos exemplificativas. E nada nos custa arrostar contra pundonores e susceptibilidades paroquiais, mesmo retratando um tempo de laivos salazarentos de que o hino escrito pelo Dr. Padre Serafim Leite é exemplo e cuja interpretação pelo Coro de Câmara de S. João da Madeira serviu de ilustração musical. São circunstâncias do tempo, indeléveis e necessárias à compreensão do que esta cidade foi e se tornou, compreendidas muito através dos vívidos relatos dos discentes da Universidade Sénior desta cidade.
E o que no fundo mais nos moveu foi a recordação, e não panegíricos ou apologias pessoalizadas, das capacidades de um povo que viveu e batalhou pelo seu futuro nos mais diversos ofícios, desde os mais reconhecidos aos mais ostracizados.

Carlos Marques

 

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A FREIMA

 

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