Foi no dia 12 de Maio de 2011, que a turma do 11º B, do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais da Escola Secundária Dr. Serafim Leite, efetuou uma visita de estudo (iniciativa da professora da disciplina de Filosofia, Stella Azevedo) ao ateliê do maquetista Manuel Gaspar, na cidade do Porto, com o objetivo de ver e compreender um pouco sobre o dia e o trabalho de um maquetista.

 Foi no dia 12 de Maio de 2011, que a turma do 11º B, do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais da Escola Secundária Dr. Serafim Leite, efetuou uma visita de estudo  (iniciativa da professora da disciplina de Filosofia, Stella Azevedo) ao ateliê do maquetista Manuel Gaspar, na cidade do Porto, com o objetivo de ver e compreender um pouco sobre o dia e o trabalho de um maquetista. Com esta visita, percebemos a enorme importância que o diálogo entre os intervenientes num processo artístico e criativo tem no seu resultado final. Ao entrarmos no ateliê deparámo-nos com várias maquetes aparentemente prontas e questionámo-nos, de imediato, sobre o que seria necessário para se ser maquetista, e foi-nos dito por um dos ajudantes de Manuel Gaspar, que “(…) para se ser um maquetista não existe uma formação especifica. O que existe, é um conjunto de conhecimentos que são uma mais-valia para este trabalho”; acrescentou ainda: “(…) programas de manipulação de 3D e um bom conhecimento sobre escultura é sempre bom”, dando também importância a formações pessoais sem descurar, claro, a própria experiência no trabalho, neste caso, no ateliê. Enquanto falávamos sobre os demais temas em volta da realização de uma maquete, foi-nos descrita mais detalhadamente, uma maquete que representava uma área do norte de Portugal, mais precisamente, arredores do distrito de Braga, sendo uma maquete de cerca de 2x2 metros destinada ao museu da Vila de Terras de Bouro: “Este trabalho requer muita paciência e tempo, é preciso ter motivação e gosto, e só para terem uma noção há uns anos eram necessários cerca de 6 meses para se concluir uma maquete”. (...) Hoje em dia, e com as novas tecnologias, conseguimos uma média de duas ou três por mês”, afirmou o técnico ajudante de Manuel Gaspar, querendo fazer passar uma imagem de que mesmo com a ajuda das novas tecnologias, a mão-de-obra, a precisão e a concentração devem estar constantemente presentes neste trabalho. Uma das dúvidas colocadas foi a de quais eram os tipos de materiais utilizados para a realização das maquete, cuja resposta foi: “Aqui usamos todo o tipo de materiais, desde cartão, poliuretano, esferovite, madeiras, ferro,…. O importante é termos uma maquete que se mantenha fiel ao que o cliente pretende.”

Seguidamente, continuámos a visita ao ateliê com o maquetista Manuel Gaspar, que nos falou um pouco das máquinas usadas para este ofício, tanto as antigas como as novas, e a relação entre as duas versões visto que “ambas se complementam na realização das suas funções”. Revelou muitas das histórias por detrás da realização de algumas outras obras, e conversas que foi tendo com os envolvidos nos demais projetos, tanto com arquitetos como arqueólogos, entre outros. A imaginação e a pesquisa "têm de fazer parte do trabalho na maquete, pois torna-o mais interessante e “realista” - afirmou.

No final da visita ao ateliê, dirigimo-nos de autocarro até ao Arrábida Shopping para almoçar, e depois regressámos à Escola Secundária Dr. Serafim Leite, pelas 14.30.

 


 
 
 

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