Era verão. Junto ao litoral norte português, surgiu um vasto incêndio, que encheu os céus de densas camadas de fumo. Durante essas tardes, o sol, que era uma grande fonte luminosa, era visto como um mero ponto laranja quase “submerso” pelas nuvens escuras. Este fenómeno tingiu o nosso céu com tons de cinza e cobre.

No meio deste ambiente surreal, uma pequena criança brincava, numa rede de escalada, alheia à estranheza que a rodeava. O contraste entre a normalidade, a inocência de uma criança indefesa, e a atmosfera pesada, chamou a atenção de vários transeuntes que passavam pela zona.

A verdade é que todo este cenário nos leva a pensar nas crianças que encontram a felicidade até nas circunstâncias mais nefastas, como, por exemplo, uma crise climática provocada pelos incêndios, que poderão ter sido causados pela mão humana.

E este episódio não é único… Existem crianças que continuam a brincar, mesmo quando as condições do dia não são as mais favoráveis, devido a conflitos, pandemias, entre outras causas semelhantes.

É caso para dizer que estas conseguem transformar destroços e ruínas em castelos e enciclopédias de saberes inesquecíveis. Afinal, com a imaginação tudo é possível, até o impossível.

Por último, “o dia em que o céu escureceu” não deixou apenas um rasto de fumo, deixou, também, um aviso: cada infância, cada história, cada sorriso dos mais pequenos norteiam-se por uma força mágica que sobrevive ao mundo sombrio que as rodeia, cabendo-nos a nós aprender com estas crianças essa resiliência, a fim de garantirmos que o futuro que lhes deixamos não seja feito de cinzas, mas de uma eterna esperança! 

Carolina Maia e Maria Carregosa, 11.ºA

Clube dos Jovens Repórteres

Fotorreportagem



 
 
 

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