As novas tecnologias e as redes sociais proporcionam, cada vez mais, comportamentos de bullying e aos prevaricadores, os bullies, uma nova plataforma de ações, que pode ter consequências emocionais igualmente relevantes, levando mesmo, por vezes, ao limite, isto é, ao suicídio das vítimas.
O cyberbullying consiste no uso das tecnologias, sobretudo, as redes sociais, para assédio constante, intencional e difamatório contra qualquer pessoa, através de comentários negativos, mensagens intimidatórias, partilha de vídeos humilhantes, perfis falsos, entre outras ações nefastas. Neste ambiente, o agressor (bully) utiliza a chantagem como arma para alcançar os seus objetivos, tendo sempre como finalidade o ataque e a posterior humilhação da vítima.
Por conseguinte, as escolas têm a responsabilidade de assegurar que este tipo de situações não aconteça, estabelecendo recursos e estratégias para as evitar, para o bem-estar de todos. Além disso, cabe aos estabelecimentos de ensino garantir um ambiente seguro e de respeito, tal como o devido suporte emocional, podendo, também, implementar planos de ação, identificar sinais de alerta e desenvolver estratégias de sensibilização.
Caso o ato odioso já tenha ocorrido, a escola tem de garantir suporte pedagógico e psicológico às vítimas e trabalhar com os agressores, no sentido de estes alterarem o seu comportamento, de forma a que o ato não se repita.
Como é que podemos identificar os casos de bullying? Para que possam ser identificados casos de bullying, é necessário que as crianças e jovens se sintam à vontade para falar com os pais ou professores sobre o assunto, de forma a que estes possam agir da melhor forma possível.
As vítimas podem sentir-se encurraladas e sem possibilidade de saída da situação. Podem desenvolver problemas de saúde psicológica, como ansiedade ou depressão, podendo, no limite, cometer suicídio.
É importante ter consciência de que, a partir do momento em que as crianças e jovens têm um telemóvel, computador ou tablet, estão em risco! E, assim sendo, também é crucial ter a consciência de como agir nos casos de perigo, nas redes sociais, ou seja, nos casos de cyberbullying:
- Falar com as crianças ou jovens, quer na escola quer em casa, sobre o que é, afinal, o cyberbulling (mostrando casos reais), garantindo que, caso sejam vítimas destes atos, possam falar, abertamente, com um adulto;
- Alertar para os perigos da utilização das plataformas digitais, mostrando exemplos concretos desses perigos;
- Educar as crianças e jovens, de forma a que saibam que não devem colocar informação pessoal online, podendo mostrar, +igualmente, casos reais e as suas consequências.
Se houver suspeitas de que qualquer criança ou jovem está a ser vítima de cyberbullying, mas o jovem nega-o, pode procurar “sinais” no jovem, como, por exemplo, se ele faz da sua vida digital um segredo ou a tenta proteger a todo o custo; ou se procura isolar-se e evita a família, os amigos, ou as atividades habituais; se recusa a ir à escola ou a participar em atividades de grupo; ou se o seu desempenho escolar tem vindo a diminuir.
O cyberbullying é um ato de ódio que deixa muitas cicatrizes em muitas crianças e jovens, por todo o mundo. Ajuda a preveni-lo!... Melhor, ajuda a acabar com este monstro!
Imagem gerada por IA
Daniela Alves Castro
(Clube dos Jovens Repórteres)
 
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