No passado dia 6 de dezembro, na Escola Serafim Leite, Moses Akatugba, da Nigéria, deu uma conferência sobre o evento «MARATONA DE CARTAS» da Amnistia Internacional, baseado no seu próprio testemunho.


O caso de Moses Akatugba foi incluído na Maratona de Cartas de 2014, uma iniciativa anual da Amnistia Internacional que pretende chamar a atenção para casos de violações dos direitos humanos. Nesta altura, milhões de pessoas em todo o mundo assinam cartas em prol de pessoas e comunidades em risco, o que poderá resultar numa melhoria das condições de pessoas e comunidades em risco.
O caso de Moses recebeu grande projeção internacional com esta iniciativa. No mundo inteiro, mais de 800.000 pessoas enviaram petições às autoridades nigerianas reivindicando justiça. Em Portugal, foram 44.389 pessoas que assinaram as cartas sobre o seu caso, as quais foram entregues no dia 25 de fevereiro de 2015, na embaixada da Nigéria em Lisboa.
O caso de Moses foi ainda “apadrinhado” pela Banda Xutos e Pontapés que, na 3ªedição do concerto “Live Freedom”, alertou os presentes para o seu caso. Moses irá agora reunir-se com a banda para agradecer pessoalmente o seu apoio, durante a sua viagem a Portugal.
Depois de uma forte pressão internacional, o governador do estado nigeriano do Delta do Níger, em fim de mandato, anunciou na noite de 28 de maio que lhe concedia um perdão total.
Preso durante 10 anos e no corredor da morte, à espera de ser enforcado, condenado por um crime que que não cometera e confessara sob tortura, Moses sabia que não estava sozinho. «Foram as vossas cartas que me deram forças para viver e saber que esse não era o fim». «Há atualmente 2000 presos condenados à morte na Nigéria! Assinem as petições, enviem cartas, por favor!» (Moses Akatugba)
Moses veio acompanhado de Damian Ugwu, representante da Amnistia Internacional na Nigéria e de Nelson Lima, membro da AI Portugal. Os alunos mostraram-se imensamente impressionados pelo testemunho dado por Moses Akatugba . Foi um relato comovente de um caso real de violação dos direitos humanos em pleno século XXI. Ouvir casos como o que tivemos a oportunidade de conhecer são de um enorme impacto na consciência de todos nós e, claro está, dos alunos.

Cláudia Proença

 

AN Moses FOTO


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