Aos três dias do sexto mês do ano de dois mil e vinte, a comitiva da Serafim Leite partiu rumo a mais uma sessão da Assembleia Municipal Jovem. Contudo, esta partida foi mais em direção aos computadores pessoais, uma vez que a reunião decorreu por teleconferência, através da plataforma Zoom, tendo contado com um conjunto de mais de 50 participantes, entre jovens deputados municipais, o executivo da Câmara e da Assembleia Municipais, professores, convidados (representantes dos Diretores de Turma) e ex-jovens deputados municipais.


Marcava o relógio as 14 horas e 30 minutos, quando a Presidente da Assembleia Municipal, Dr.ª Clara Reis, de forma “so british”, iniciou o seu discurso, cujas palavras marcavam, já, o tema da sessão, “A Autarquia e o período de pandemia”, tendo a mesma evidenciado o esforço de todos, neste tempo de adaptação e de uma nova aprendizagem.
Posteriormente, o Senhor Presidente da Câmara do município sanjoanense, Dr. Jorge Sequeira, forneceu a todos os presentes um panorama global daquilo que foi a resposta da Autarquia a este atípico período, desde a “chegada” malfadada do Covid 19.
Como jovens atentos a toda a sociedade e plenamente conscientes das questões pertinentes para todos os munícipes, os Deputados do nosso Agrupamento decidiram olhar para a nova realidade, no seu todo, questionando o executivo sobre uma panóplia de temas bem atuais, sempre com o foco em S. João da Madeira, tais como o impacto desta pandemia na indústria e a economia, fortemente implantados no território sanjoanense e a problemática inerente às famílias mais carenciadas, bem como o questionamento sobre algumas medidas que foram enunciadas e ou adotadas pelo executivo durante a quarentena, nomeadamente a ornamentação dos cemitérios sanjoanenses, a esperada distribuição de máscaras à população e os descontos na fatura da água. Também questionámos as possíveis medidas de prevenção que serão tomadas, nomeadamente as relativas aos cuidados com os idosos. Não podíamos deixar de olhar pela Escola sem perguntar sobre a ajuda que a comunidade sanjoanense, Câmara e Junta de Freguesia, têm dado, a fim de salvaguardarem aqueles que não tinham (e não têm) possibilidade de assistir, virtualmente, às aulas por falta de equipamentos informáticos/tecnológicos.
Era chegado o momento em que o Senhor Presidente responderia às nossas questões. Prontidão e clareza são algumas características que marcaram o seu discurso e foi com a máxima atenção que escutámos as suas palavras. Procurou enquadrar que toda a atuação da Câmara Municipal teve (e tem tido) sempre em conta as diretivas emanadas pelo Governo, bem como pela Direção Geral de Saúde. À medida que as situações foram chegando ao seu conhecimento, procurou atuar com celeridade e em consonância com as entidades oficiais, nomeadamente a Proteção Civil.
Quanto à ideia de enfeitar as campas, disse que esta surgiu, naturalmente, para “confortar as pessoas nesta época difícil”, uma vez que, na altura da Páscoa, os cemitérios se encontravam fechados.
Relativamente à fatura da água, referiu que não houve o habitual aumento do IPC e que as empresas, onde se apurou ter havido corte da atividade, durante a quarentena, pela descida acentuada de água, reduziram-se os impostos municipais contemplados na mesma fatura. Acrescentou, ainda, que essa redução terá um custo, para o município, de cerca de 43 mil euros e que esta não aconteceu no primeiro mês de confinamento, uma vez que teve de ser feito, previamente, o levantamento dos dados.
No que concerne à anunciada distribuição gratuita de máscaras e viseiras (esta começou precisamente no mesmo dia da sessão), a demora teve origem no atraso com a certificação das mesmas, para que pudessem ser confecionadas por uma empresa local.
Os idosos também obtiveram uma resposta e uma preocupação, por parte da entidade camarária, tendo nós ficado a conhecer que foram efetuadas inúmeras chamadas (inclusive pelo próprio Presidente da Câmara), a fim de se apurar se estava tudo bem com este grupo tão frágil da comunidade. Informou-nos, igualmente, que muitas refeições foram distribuídas a quem mais precisava e que a forma de pagamento dos medicamentos foi alterada, numa parceria com as farmácias.
Ah! Os Serafinos aproveitaram o momento para agradecer o esforço que, ao longo dos anos, foi levado a cabo, para que as ansiadas obras na escola sede do nosso Agrupamento e nas escolinhas pudessem ter, finalmente, o início por que tanto ansiávamos e que tanto merecíamos.
Nada melhor do que terminar esta panóplia informativa com as palavras iniciais do discurso da Serafim Leite que foram enunciadas pela Deputada Maria João Santos:
«Em nome da Serafim Leite, começo por cumprimentar todos os presentes, sobretudo os meus colegas deputados, assim como desejar que todos continuem bem, tendo em conta o contexto atual.
E a Assembleia Municipal Jovem não seria, para nós, a mesma sem um velho tema: as obras do nosso Agrupamento. Soubemos, sempre, dar voz aos nossos anseios e às nossas preocupações e, agora, é chegada a hora de agradecer, veementemente, o Município por toda a prontidão na resolução de um problema que se arrastava há tanto tempo. Veio um malfadado vírus que nos impede de assistir aos primeiros passos das obras tão desejadas, mas, pelo menos, sabemos que o sonho se tornou realidade.
Afinal, já terminarei o ensino obrigatório numa nova escola. Bem-haja a todos os que contribuíram para a concretização desta necessidade tão merecida!»
Esta foi, sem dúvida, uma nova forma de comunicar, de fazer transparecer as nossas dúvidas e de sermos esclarecidos pelo Senhor Presidente.
Posteriormente, os restantes agrupamentos escolares colocaram as suas questões que foram, também, prontamente, respondidas pelo edil.

 Dina Sarabando,Cristina Correia e Samuel Silva (12.º B)

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