Prémio Nobel da Química

A Real Academia Sueca das Ciências decidiu atribuir o Prémio Nobel da Química 2022 a Carolyn R. Bertozzi, Morten Meldal e K. Barry Sharpless, pelo desenvolvimento de novas metodologias respeitantes à criação de moléculas.

Os três cientistas foram distinguidos pelo seu trabalho em Química – Click Chemistry e Química Bio-Ortogonal, importante para a criação de moléculas mais complexas, úteis para o desenvolvimento de medicamentos, novos materiais, entre outras circunstâncias nunca antes vistas.

Prémio Nobel da Medicina

O Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina de 2022 foi atribuído ao cientista Svante Pääbo “pelas suas descobertas sobre os genomas de hominídeos extintos e a evolução humana”.

Svante Pääbo tem aprofundado a sua pesquisa em torno dos mistérios de espécies humanas já extintas, tendo-se especializado em Genética Aplicada à evolução humana, estando, atualmente, no Departamento de Genética do Instituto Max Planck para Antropologia Evolutiva, na Alemanha.

São, com certeza, exemplos de homens e mulheres que têm contribuído para o progresso da Humanidade e que, por essa razão, merecem ter sido distinguidos.

 

Clube dos Jovens Repórteres

Gabriela Castro (10.º A)

 

quimmed

 

 

Os Prémios Nobel, fundados por Alfred Nobel, são prémios atribuídos àqueles que, no decorrer do ano anterior, se destacaram nas áreas da Física, da Química, da Fisiologia e Medicina, da Literatura, da Paz e da Economia, tendo prestado um valioso e significativo contributo à humanidade. Estes prémios consistem numa medalha de ouro, num diploma e numa quantia em dinheiro, além de constituírem a mais prestigiante distinção internacional nos domínios a que correspondem, sendo este reconhecimento apenas efetuado quando existem candidatos nomeados e se dispõe de informação suficiente.

Este foi o caso do Prémio Nobel da Física, cuja distinção feita pela Real Academia Sueca de Ciências destacou, este ano, o trabalho de Alain Aspect (França), John Clauster (Estados Unidos) e Anton Zeilinger (Áustria), no ramo da Mecânica Quântica, área que incide na descrição do mundo das partículas subatómicas.

Estes três cientistas, conhecidos como os pais da informação quântica, basearam-se num outro trabalho, mais antigo, de John Stewart Bell, que pretendia compreender se as partículas, tendo-se distanciado demasiado para comunicar, ainda podiam funcionar em conjunto. Tendo por base este estudo, os físicos mencionados procederam à investigação, experimentação, validação e aprimoramento daquilo que já era conhecido, impulsionando a aplicação da Mecânica Quântica num novo campo científico, o qual inclui a Computação Quântica. Estes cientistas conduziram experiências revolucionárias no entrelaçamento quântico, um estado em que duas partículas conseguem agir coordenadas, mesmo que estejam a quilómetros de distância. Apesar de ser um fenómeno controverso e do qual muitos físicos desconfiavam, inclusivamente Albert Einstein, dado que não corresponde àquilo que é estipulado por algumas das principais leis da Física, este trabalho revelou-se digno de distinção através de um Prémio Nobel, hoje do conhecimento de todos.

No que me diz respeito, considero justa a atribuição desta distinção, uma vez que a referida investigação pode revelar-se a origem de valiosos e revolucionários progressos, permitindo a abertura de um novo caminho na área da Mecânica Quântica e o nascimento de uma nova geração de computadores e de redes de telecomunicações, garantindo um aumento da capacidade de cálculo e do processamento de dados, quando estão em causa múltiplas variáveis ou alternativas.

A Academia Sueca destacou, também, no âmbito da Literatura, a romancista francesa Annie Ernaux, de 82 anos, premiada pela “coragem e acuidade clínica com que descortina as raízes, estranhamentos e constrangimentos coletivos da memória pessoal”.

Desempenhando a função de professora universitária de Literatura, Annie Ernaux escreveu quase 20 livros, nos quais aborda o peso da dominação das classes sociais e a paixão do amor, dois temas que caracterizaram a sua trajetória. A sua obra é, maioritariamente, autobiográfica, revelando a evolução de uma mulher que enfrentou grandes mudanças na sociedade francesa do pós-guerra.

Na sua obra, que tem como principal inspiração a sua própria vida, Ernaux “examina, consistentemente e de diferentes ângulos, a vida marcada por fortes disparidades em relação ao género, língua e classe”, características possíveis de aferir através de uma das suas obras em particular, intitulada "L'événement" ("O Acontecimento"), em que a autora narra uma experiência pessoal, destacando a angústia de uma jovem estudante francesa obrigada a fazer um aborto clandestino, daí que esta não seja a primeira vez que o nome da escritora é nomeado para o Prémio Nobel da Literatura.

A escritora, para quem escrever é um ato político, que serve para abrir os olhos dos leitores para a “desigualdade social”, foi apanhada de surpresa com a atribuição deste prémio, tendo inclusivamente duvidado quando lhe foi transmitida a informação. Annie Ernaux, a 17.ª escritora a ser laureada com o Nobel da Literatura, reagiu a este reconhecimento, recorrendo às seguintes palavras: “Estou muito comovida. Para mim, representa algo enorme, em nome daqueles de que provenho”. A escritora mostrou-se ainda honrada e reconheceu a responsabilidade desta premiação.

Embora não tenha lido nenhuma obra da escritora em questão, considero adequada esta distinção, já que, aparentemente, Annie Ernaux é detentora de uma coragem invulgar, assim como a sua escrita, que se demonstra bastante singular, simples e intensa.

É importante salientar que um escritor português já partilhou a honra de ser distinguido com um Prémio Nobel, no caso, o Prémio Nobel da Literatura de 1998, atribuído a José Saramago, comemorando-se, este ano, os 100 anos do seu nascimento.

Clube dos Jovens Repórteres

Beatriz Barbosa (10.º A)

FisicaLit

 

 

A Academia Real das Ciências da Suécia reconheceu, este ano, Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig como merecedores do Prémio Nobel da Economia. Este prémio foi atribuído, sobretudo, devido ao impacto que estes três economistas tiveram na investigação bancária moderna, dado que os mesmos defendem a importância dos bancos na economia e o facto de os colapsos a este nível contribuírem para as indesejadas crises financeiras.

Por um lado, Ben Bernanke mostrou como a crise de 1929, nos EUA, começou com uma pequena recessão e que, por causa do pânico que se instalou, desencadeou uma crise financeira que levou ao que, hoje, conhecemos como a Grande Depressão.

Já Douglas Diamond e Philip Dybvig, coautores, foram, também, laureados por terem produzido um conjunto de trabalhos académicos que são, ainda hoje, usados como base para o estudo do sistema financeiro.

Atualmente, constatamos que a economia está a ser alvo de grandes alterações devido às problemáticas que atingem o mundo, tornando-se, portanto, justo que estes economistas tenham sido premiados pelo seu profissionalismo. O certo é que, muitas vezes, o seu trabalho continua a constituir a base das soluções para os grandes problemas que a economia mundial apresenta.

 

economia

 

Clube dos Jovens Repórteres

Rúben Marques, 10.º C

No ano de 2022, o Prémio Nobel da Paz foi concedido a Ales Bialiatski, ativista dos Direitos Humanos, originário da Bielorrússia. Em 2020, fez parte de manifestações históricas da oposição, em Belarus, às quais se seguiu uma repressão implacável nesta ex-república soviética. Este foi, segundas vozes sonantes, um dos acontecimentos que mais contribuiu para a atribuição do Nobel da Paz a Ales Bialiatski.

Na minha ótica, este prémio foi bem atribuído, pois reconhece a importância da Liberdade, da Democracia e dos Direitos Humanos na atualidade e em todo o mundo, sobretudo tendo em conta os acontecimentos que ainda perduram, infelizmente, na Ucrânia. Considero, também, que seja um contributo à coragem e à solidariedade que nos deve inspirar a todos em momentos de grande tensão, como é o caso da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Aplausos para Ales Bialiatski!

 

Paz

 

Clube dos Jovens Repórteres

Rúben Marques (10.º C)

Os jovens repórteres do AN resolveram fazer uma entrevista aos professores de educação física. Artilhados de perguntas, blocos de apontamentos e máquina fotográfica dirigiram-se aos espaços de prática da educação física da escola. Por coincidência, todos os docentes se encontravam a fazer provas de avaliação. Mas descortinaram um mais solícito, a quem foi instado respostas sucintas, assertivas e sem rodeios.

O óleo de cozinha é bastante utilizado na preparação de alimentos. Infelizmente muitas pessoas descartam o óleo utilizado de qualquer forma, sem se preocupar com as consequências que este pode deixar no ambiente.

A biblioteca escolar é sempre um espaço muito importante em qualquer escola. Considerada por muitos como “o coração da escola”, a biblioteca é uma excelente sala de visitas para a receção de todos. Ela é um espaço democrático por natureza, onde todos são bem-vindos e onde todos têm livre acesso à informação e a serviços de capacitação em diferentes literacias.

Decorreu no auditório da nossa escola, no dia 9 de dezembro pelas 15 horas, uma ação de sensibilização sobre segurança rodoviária dedicada aos alunos do 9º ano promovida pela professora Odete Covelo.

Os jovens repórteres do Agora Nós entrevistaram a diretora do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite. Dão-nos, agora, a conhecer a sua visão de escola, a sua motivação e as perspetivas quanto ao futuro do nosso Agrupamento.

A Joana Silva e a Carolina Santos, da turma D do 7º ano da Escola Básica e Secundária Dr. Serafim Leite, entrevistaram a diretora deste agrupamento de S. João da Madeira, Dr.ª Anabela Brandão, para saber mais sobre as obras que neste momento estão a ser realizadas.

 
 
 

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